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Avançado 5 min de leitura

Categoria específica e STS de drones em Portugal 2026

A categoria específica cobre operações de maior risco fora da aberta, com os cenários STS. Vê quando precisas dela e como funciona na ANAC em 2026.

Redakcja dronexamine
Drone profissional maior a operar numa missão de inspeção

A categoria específica cobre operações de drone de maior risco que não cabem na categoria aberta, como voo além da linha de vista ou perto de pessoas com aparelhos mais pesados. Dentro dela, os cenários padrão STS são procedimentos predefinidos que permitem operar mediante uma declaração à ANAC, em vez de uma autorização caso a caso.

Este guia explica quando saltas da categoria aberta para a específica, o que são os STS, que requisitos precisas e como isto se relaciona com o certificado A2. Dados atualizados 2026, com o aviso de confirmares os cenários disponíveis e os requisitos exatos diretamente na ANAC antes de planeares qualquer operação.

Quando preciso da categoria específica?

Sempre que a tua operação ultrapassa os limites da categoria aberta. A aberta cobre voo à vista, até 120 metros de altura, longe de multidões e com drones até 25 quilos. Quando queres fazer algo fora destas fronteiras, entras na categoria específica.

Situações típicas que exigem a específica:

  • Voo além da linha de vista (BVLOS)
  • Operações mais perto de pessoas do que a aberta permite
  • Voo acima dos 120 metros de altura
  • Drones ou operações fora dos limites da categoria aberta

A categoria específica não é para o piloto de lazer comum. É o regime para trabalho profissional exigente, como inspeções de infraestruturas, agricultura de precisão ou levantamentos que a aberta não comporta.

O que são os cenários padrão STS?

Os STS são cenários padrão europeus, operações-tipo já descritas e avaliadas em termos de risco, para as quais existe um conjunto de regras predefinidas. Se a tua operação encaixa num STS, podes operar mediante uma declaração à ANAC, sem precisar de uma autorização individual demorada.

A vantagem dos STS:

  • Regras já definidas, sem análise de risco do zero
  • Operação por declaração, mais rápida que a autorização
  • Requisitos de formação e equipamento conhecidos à partida
  • Maior previsibilidade para o operador

Os STS abrangem, por exemplo, voo à vista sobre área controlada em ambiente povoado e voo além da linha de vista em zona pouco povoada. Encaixar num STS simplifica muito a burocracia face a construir uma autorização específica de raiz.

Que requisitos preciso de cumprir?

A categoria específica é mais exigente do que a aberta em formação, documentação e equipamento. Não basta o certificado A1/A3: precisas de competências acrescidas e, muitas vezes, de um manual de operações e de um seguro adequado.

Requisitos habituais:

  • Formação de piloto específica para o cenário ou STS
  • Drone com a classe adequada, tipicamente C5 ou C6 nos STS
  • Manual de operações e procedimentos definidos
  • Seguro de responsabilidade civil obrigatório
  • Declaração à ANAC ou autorização, consoante o caso

A par disto, tens de dominar a análise de risco da operação, mesmo quando usas um STS que já traz esse trabalho feito. O nível de responsabilidade é claramente superior ao da categoria aberta.

Como se relaciona com o certificado A2?

O A2 é da categoria aberta, não da específica, mas serve de degrau. Muitos pilotos que evoluem para a categoria específica passam antes pelo A1/A3 e pelo A2, porque estes consolidam a base de conhecimento sobre a qual a formação específica assenta.

A progressão típica:

  1. Certificado A1/A3, a base para todos
  2. Certificado A2, para voar perto de pessoas na aberta
  3. Formação específica ou STS, para operações de maior risco

Não confundas os níveis: o A2 não te habilita a operar em categoria específica. Mas o domínio dos conceitos que treinas para o A1/A3 e o A2, das zonas às distâncias de segurança, é a fundação sobre a qual a formação STS acrescenta. O simulador da dronexamine ajuda-te a solidificar essa base antes de dares o salto.

Vale a pena avançar para a categoria específica?

Depende do que queres fazer. Se as tuas operações cabem confortavelmente na categoria aberta, com A1/A3 ou A2, não há razão para a complexidade acrescida da específica. Ela justifica-se quando o teu trabalho exige capacidades que a aberta simplesmente não permite.

Considera a categoria específica se:

  • Precisas de voar além da linha de vista
  • Fazes trabalho profissional em cenários exigentes
  • As restrições da aberta te limitam de forma recorrente
  • Tens estrutura para cumprir os requisitos acrescidos

Se ainda estás a começar, foca-te em dominar a categoria aberta primeiro. A específica é um passo natural mais à frente, quando o volume e o tipo de trabalho o justificarem, e não deve ser o teu ponto de partida.

Qual é o teu próximo passo?

Confirma primeiro se a tua operação cabe mesmo na categoria aberta, porque muitas necessidades resolvem-se com o A2 sem entrar na específica. Só se ultrapassas esses limites é que faz sentido estudar os cenários STS disponíveis.

Antes de avançar, solidifica a base de conhecimento com os guias e o simulador da dronexamine, que preparam o A1/A3 e o A2 sobre os quais a formação específica assenta. Confirma sempre os STS disponíveis e os requisitos exatos diretamente na ANAC antes de planeares qualquer operação de maior risco.

Perguntas frequentes

O que é a categoria específica de drones?

É o regime para operações de drone de maior risco que não cabem na categoria aberta, como voo além da linha de vista, acima de 120 metros ou mais perto de pessoas. Exige formação acrescida, documentação e, muitas vezes, uma declaração ou autorização à ANAC antes de operar.

O que são os cenários STS?

Os STS são cenários padrão europeus, operações-tipo já descritas e com o risco avaliado, para as quais existem regras predefinidas. Se a tua operação encaixa num STS, podes operar por declaração à ANAC em vez de pedir uma autorização caso a caso. Confirma os cenários disponíveis na ANAC.

O certificado A2 chega para a categoria específica?

Não. O A2 pertence à categoria aberta e habilita a voar mais perto de pessoas com drones intermédios, mas não a operar na específica. Para esta precisas de formação própria do cenário ou STS. Ainda assim, o A1/A3 e o A2 consolidam a base sobre a qual essa formação assenta.

Preciso de seguro na categoria específica?

Sim, na categoria específica o seguro de responsabilidade civil é geralmente obrigatório, ao contrário do que pode acontecer no uso recreativo da aberta com drones leves. As operações de maior risco exigem cobertura adequada. Confirma o capital mínimo e as condições exigidas diretamente na ANAC e na seguradora.